segunda-feira, 25 de abril de 2016

Só o impeachment de Dilma é a solução?


No domingo, dia 17 de Abril de 2016, o impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela câmara dos deputados. O processo ainda está em trâmite nas esferas governamentais e, desta forma, ainda vai passar por aprovação do pedido de impeachment por uma comissão especial no Senado, formado por 21 senadores titulares e 21 suplentes. Caso seja aprovado por maioria simples (metade mais um), o processo terá seu prosseguimento e Dilma será afastada do cargo por 180 dias, sendo substituída interinamente pelo vice Michel Temer; caso seja recusado, o processo é arquivado e vida que segue com a manutenção de Dilma como presidente da república.

Neste novo momento, conforme ocorrido no impeachment de Fernando Collor de Mello, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assume o comando do processo. Dilma então, se tornará ré e poderá se defender, serão ouvidas testemunhas e analisadas provas. Será feito um novo relatório pela comissão especial e será então votado novamente pela comissão e então, pelo senado. Sendo rejeitado, Dilma reassume a presidência de forma absoluta e, sendo aceito, vai a julgamento. Com a aprovação de 54 dos 81 senadores, o atual vice-presidente, Michel Temer, assume o governo até o fim do mandato, em 2018.

Ah, sim, entendi, mas e daí?

Agora vem minha opinião, não pura e simplesmente sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas da situação política em geral do Brasil. É correto investigar e punir a presidente pelos erros cometidos? Claro! Mas não só ela, não só o PT, todos, independente de partido. Não podemos entrar nessa associação automática que a mídia tentar imputar em nossa cabeça de que o PT é o problema. O PT é UM dos problemas, juntamente com outros muitos partidos que não me cabe citar, até mesmo para não cometer a injustiça de não citar um e atuar da mesma forma que a mídia – apesar de eu crer que todos os partidos estão, de alguma forma, ligados a corrupção ou desvio de verba (também chamado de roubo).

Temos que exigir que os políticos sejam julgados e condenados pelos atos ilícitos que cometeram, independente de partido, aliados ou posicionamento político. Assim como a Dilma tem grande chance de sofrer o impeachment, temos que pressionar a mídia e os políticos para que Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e demais, sejam julgados. De que adianta o governo sair da mão dela e ir para a mão do Temer, que já tem seu nome ligado a diversos escândalos? Nem mesmo a tão esperada valorização do real diante do dólar após o julgamento do impeachment ocorreu.


Tenho meu posicionamento político e ele pouco importa no atual contexto da nossa política, pois a questão não é ser “coxinha” ou “petralha”, é ser brasileiro e querer o melhor para o país. O que eu quero é justiça para todos, nem que tenhamos que refazer toda a câmara, todo o senado e todo o governo. Estamos mesmo precisando dar um “reset” (ou dar uma descarga) na política brasileira!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Brasil pode ser o próximo alvo do Estado Islâmico?

Eis que nesta terça-feira, dia 14 de Abril de 2016, a ABIN (Associação Brasileira de Inteligência) divulga que, em Novembro de 2015, Maxime Hauchard (um dos líderes do Estado Islâmico, o EI) publicou em francês em sua conta no Twitter (a conta já foi excluída pela empresa): “Brasil, vocês são nosso próximo alvo, nós podemos atacar esse país de merda”. A postagem da mensagem foi feita poucos dias após os atentados terroristas em Paris.

Mas antes, o que é a ABIN e o que é o Estado Islâmico (EI ou ISIS)?

O que é a ABIN? ABIN é a agência de inteligência brasileira, criada em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, no entanto existe uma inteligência no país desde 1927. Ela é responsável por manter o governo atualizado quanto a situações de defesa, segurança, relações exteriores, desenvolvimento socioeconômico e desenvolvimento científico-tecnológico, de forma a auxiliar o governo no processo de decisão. São analisados dados para possibilitar a identificação de oportunidades e ameaças dentro dos assuntos anteriormente citados.

O que é o Estado Islâmico? O Estado Islâmico (EI) ou ISIS (abreviatura em inglês para Estado Islâmico) é um grupo extremista de fundamento islâmico e composto por sunitas. O objetivo é estabelecer o califado (forma islâmica monárquica de governo) por todo o Oriente Médio, pautado pela “Sharia” (Lei Islâmica extraída a partir do Alcorão), além de expandir esse modelo pelo mundo através do terror, a chamada Guerra Santa ou “Jihad”.

O resultado disto tudo é o monitoramento mais incisivo das pessoas que juraram lealdade ao EI, os chamados “lobos solitários”. Estes são os indivíduos que obedecem ao grupo extremista, mesmo que não seja pessoalmente dado. Em caso de ordem para ataque terrorista, os lobos solitários podem ser acionados para cometer atrocidades.


Outro reflexo é na preocupação maior em relação aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos a serem realizados na cidade do Rio de Janeiro entre Agosto e Outubro deste ano. Os eventos serão repletos de delegações de diversos países do mundo, inclusive de países em choque com o grupo terrorista. Se já havia uma apreensão acerca de atentados terroristas, ela se ampliou e é justificativa para agora estreitar os laços com polícias internacionais e agências de espionagem que possam auxiliar na identificação de possíveis ataques. Os treinamentos devem ser intensificados e devem ser estudadas com muita cautela as evacuações dos estádios e ginásios onde os eventos vão ocorrer.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

WhatsApp mais seguro! Será?

Estava eu abrindo uma conversa no famoso mensageiro instantâneo, o WhatsApp, quando me deparei com uma mensagem: “As mensagens que você enviar para esta conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de ponta-a-ponta”. Vamos então destrinchar essa novidade do mensageiro?

Recentemente, a Apple enfrentou uma batalha judicial com o FBI nos EUA. O FBI solicitou que a Apple desbloqueasse o aparelho telefônico (no caso, um iPhone) de um dos envolvidos do ataque que deixou 14 pessoas mortas na Califórnia. No entanto, a empresa se recusou a fazê-lo afirmando não ser possível o desbloqueio sem a senha do usuário, e que a criação de uma ferramenta que viabilizasse o desbloqueio e o consequente acesso ao celular seria nociva para a segurança dos demais usuários da marca.

Um dos argumentos da empresa do Vale do Silício é que o desbloqueio poderia pôr em risco a população de países com governos ditatoriais, ou seja, que desrespeitem os direitos humanos. Outro deles, é que daria margem para o FBI ordenar que sejam ligados câmera e microfone dos usuários. O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa faria o desbloqueio se nós vivêssemos em um mundo ideal, onde o software criado não fosse utilizado contra pessoas de bem (vídeo com a entrevista do CEO neste link http://abcnews.go.com/WNT/video/exclusive-apple-ceo-tim-cook-sits-david-muir-37174976).

A Apple informou que já vinha desenvolvendo melhorias no campo da segurança, porém isto se intensificou com esta situação. A ideia é que o sistema solicite a senha do usuário no momento da instalação de um novo iOS, após entrar em modo de recuperação. Atualmente, o iOS não solicita a senha nesse procedimento.

Mesmo com a recusa da gigante do mercado de eletrônicos, o FBI conseguiu desbloquear o aparelho do terrorista com uma empresa terceira.

Mas, alguns podem se perguntar, o que isso tem a ver com o WhatsApp?

Bem, diante do embate judicial entre FBI e Apple e também do bloqueio do próprio WhatsApp em dezembro de 2015 (por não atender a uma demanda do tribunal criminal de São Bernardo do Campo), o WhatsApp anunciou o aumento na segurança, assegurando a forte encriptação dos dados. Apenas o destinatário da mensagem que você enviou tem acesso a mesma. Nem mesmo os próprios funcionários do mensageiro tem acesso à mensagem. Segundo a própria empresa informou, “Nem criminosos, nem hackers, nem regimes opressores. Nem mesmo nós” tem acesso ao conteúdo das mensagens (inclua aqui também imagens, vídeos e áudios).


E agora? Básica e operacionalmente, para nós meros mortais, nada mudou. Só que o fluxo de dados está muito mais seguro para todos, mas todos mesmo, inclusive para terroristas, loucos e sãos. Até que ponto isso é bom ou ruim? Isso cabe a você participar do blog dando a sua opinião e assinando a newsletter e/ou o feed!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Guerra de Nagorno-Karabakh? Oi?

Em pleno século XXI, tantos anos após a Guerra Fria que dividiu o mundo em três esferas – zona de influência estadunidense, zona de influência soviética e MNA (Movimento dos Não-Alinhados) –, o mundo ainda possui conflitos localizados e sazonais sobre disputa de território, neste caso, uma situação advinda exatamente da Guerra Fria.

Por esses dias, lendo notícias internacionais, me deparei com uma notícia de cessar-fogo do Azerbaijão contra a Armênia e me questionei “nem sabia que estava tendo um conflito lá”. Então, fui buscar informações e agora venho aqui lhes apresentar.

Nagorno-Karabakh é uma região situada geograficamente no Azerbaijão, porém ocupada por uma mistura étnica de azeris e armênios (maioria), dominada por um grupo separatista da maioria, e que foi palco de disputa entre os dois países por anos entre as décadas de 1980 e 1990. Em 1994, foi inaugurado um cessar-fogo, que é interrompido vez ou outra por pequenos incidentes. O presidente russo, Vladimir Putin, pede que os lados respeitem o cessar-fogo quando conflitos maiores ocorrem – a Armênia possui apoio de Rússia e Irã, enquanto o Azerbaijão tem relações bem estabelecidas com Israel e Turquia.

Recentemente, o presidente russo teve de solicitar novamente que fosse respeitado o armistício, pois os países e o enclave separatista entraram em um conflito maior do que os incidentes pontuais. Mísseis foram lançados e soldados foram mortos até que no domingo, dia 03 de Abril de 2016, o Azerbaijão anunciou o retorno ao cessar-fogo de forma unilateral, apesar de informar que o embate pode continuar se a Armênia não parar. Tanto a Armênia quanto o grupo separatista não deverão aceitar a mudança na linha estabelecida no armistício, proporcionada pelo avanço das tropas azeris. Estas últimas conseguiram o controle de uma região montanhosa estratégica ao redor de aldeias em Nagorno-Karabakh.

Ontem, dia 05 de Abril de 2016, o Azerbaijão e o grupo separatista da região anunciaram um cessar-fogo. Isto ocorre no mesmo dia em que estava prevista uma reunião do grupo de Minsk para tratar do problema no âmbito da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Aguardemos os próximos passos! Mas tudo parece caminhar para a resolução, ao menos (mais uma vez) provisória.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Breve análise das prévias republicanas

Após fazer uma breve análise dos candidatos do partido democrata, hoje vou abordar as prévias para presidência dos Estados Unidos da América (EUA) pelo partido republicano. A série que começou com a explanação de como funciona o processo eleitoral para presidente dos EUA e está passando pelos candidatos nas prévias, vai ser concluída após a decisão final, com o anúncio do novo presidente da maior (para mim e para outros, a única) potência.

Três candidatos permanecem na disputa das prévias: John Kasich, governador de Ohio; Ted Cruz, senador pelo estado do Texas; e Donald Trump, empresário e personalidade da TV. Portanto, primeiramente, vou começar citando de forma simplória e cronológica os candidatos republicanos mais significativos que já deixaram a disputa. São eles:
  • Mike Huckabee, ex-governador do Arkansas, deixou a disputa em 01 de Fevereiro de 2016;
  • Rand Paul, senador em exercício pelo estado de Kentucky, deixou a disputa em 03 de Fevereiro de 2016;
  • Carly Fiorina, empresária e ex-CEO da Hewlett-Packard (HP), deixou a disputa em 10 de Fevereiro de 2016;
  • Jeb Bush, ex-governador da Flórida e irmão do ex-presidente George W. Bush, deixou a disputa em 20 de Fevereiro de 2016;
  • Ben Carson, físico, deixou a disputa em 04 de Março de 2016;
  • Marco Rubio, senador pelo estado da Flórida, deixou a disputa em 15 de Março de 2016.

John Kasich é: contra o aborto (exceto em casos de estupro, incesto e risco de vida para a mãe); é a favor de armas para defesa de propriedade e de família (mas crê que deveria haver maior fiscalização e que nem todas as armas deveriam ser passíveis de serem adquiridas, como uma AR-15); pensa que o corte de taxas para corporações e indivíduos e disciplina fiscal ajudariam no crescimento econômico; é contra o programa de saúde “Obamacare”, dizendo possuir seu próprio programa, já está sendo executado em Ohio; não é a favor da deportação dos imigrantes, mas da legalização, de pagamento de taxas por estes e do controle na entrada e saída; acredita no casamento tradicional, mas não é contra homossexuais.

Ted Cruz é: a favor da vida, ou seja, contra o aborto; é contra leis rigorosas pela proibição de armas, sendo então a favor do direito de defesa; é a favor da implantação de uma taxação variada de acordo com algumas situações (disponível em tedcruz.org); é contra o sistema de saúde “Obamacare” (pensa que este gerou um aumento nos preços dos planos de saúde); é a favor do endurecimento das regras para imigrantes e contra a anistia dada por Barack Obama, além de ser a favor de reforçar as fronteiras do país; é a favor da “família tradicional”, segundo ele, o casamento entre um homem e uma mulher.

Donald Trump é: contra o aborto (exceto em casos de estupro, incesto e risco de vida para a mãe); contra o controle de armas, sendo a favor do direito de defesa; contra o programa de saúde “Obamacare”, afirmando que vai cuidar de todos através de acordos com hospitais; a favor da redução de impostos para a classe média e para os que estão ganhando muito dinheiro, o que seria uma forma de incentivá-los; é muito polêmico na questão migratória, ao dizer que os imigrantes levam crime, droga, estupro, além da afirmação surreal de criação de um muro entre EUA e México (e que seria pago forçadamente pelo México); discriminatório na questão LGBT, sendo contra a igualdade.

Não vou fugir do propósito do blog que é expor minha opinião. Pelo lado republicano, minha preferência é por John Kasich. Pelo lado democrata, fico com Bernie Sanders. Entretanto, acredito que teremos Donald Trump e Hillary Clinton, respectivamente, como candidatos de cada partido.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Breve análise das prévias democratas

Depois da explicação sobre o processo para escolha dos candidatos de cada partido e, posteriormente, para a eleição do presidente estadunidense (certamente um processo bastante confuso para nós, brasileiros), chegamos agora ao ponto de fazer uma breve análise dos candidatos das prévias. Para a postagem não ficar muito grande, separarei em duas: breve análise dos candidatos à presidência pelo partido democrata e breve análise dos candidatos à presidência pelo partido republicano.

Pelo lado do partido democrata, a disputa é mais direta, são dois candidatos: de um lado a ex-esposa e ex-secretária de Estado dos EUA (no período de 2009 a 2013, durante governo Barack Obama), Hillary Clinton; e de outro, Bernie Sanders, ex-prefeito de Burlington e ex-Senador (grato por um leitor que me retificou, ele ainda é Senador) dos EUA por Vermont. O partido democrata não é propriamente um partido socialista, mas pode ser considerado como mais a esquerda, principalmente, se em comparação ao partido republicano.

Bernie Sanders, ou apenas Bernie (como ele gosta de ser chamado), se auto-proclama um socialista e possui ideias bem delineadas. Ele é a favor: do ensino superior gratuito; do sistema nacional de saúde (financiado pelo governo federal); da taxação dos ricos para financiar os projetos do governo; da liberdade de escolha acerca de ter ou não armas (desde que haja uma checagem de antecedentes); do aumento do salário mínimo por hora trabalhada; de um forte investimento em infraestrutura, contribuindo com a criação de empregos; da diplomacia como primeira ação na política externa; dentre outras propostas interessantes.

Hillary Clinton lutou pela expansão do acesso ao sistema de saúde desde quando ainda era primeira dama, no governo de Bill Clinton, e ainda permanece nessa luta; apoia o controle rígido de armas, mas não sua proibição; crê numa reforma na imigração, mas de maneira “compreensiva”; forte investimento em infraestrutura, visando fortalecer a economia e levando acesso a Internet de banda larga para todos os estadunidenses e mais; igualdade para o grupo LGBT; combate ao Estado Islâmico (ISIS) e ao terrorismo global, além de um reforço e uma ampliação das relações com outros países; dentre outras propostas.


Pelo lado democrata, portanto, podemos ver uma linha de raciocínio não muito distante uma da outra, e um alinhamento mais a esquerda, como já citado. Até o momento, a candidata Hillary Clinton vem ganhando com folga as prévias, que ainda vão até junho deste ano, mas ainda há esperança para Bernie Sanders.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O confuso processo presidencial dos EUA

Estamos em ano de disputa eleitoral para presidente dos Estados Unidos (EUA) e vemos notícias o tempo todo falando de vitórias de uns e outros candidatos em determinados estados. Mas para estarmos mais antenados com o que acontece na agitada disputa presidencial, precisamos entender como funciona o confuso processo para escolher o próximo presidente da única potência mundial.

Como os EUA são uma federação, os estados têm direito a organizar o processo de votação como eleições primárias (também chamado de prévias) ou “caucus” (não há tradução para o português). Independente do tipo de votação, esta é só a primeira fase das eleições, isto é, aqui ainda está sendo escolhido o candidato que vai representar o partido na eleição presidencial.

As eleições primárias são formatadas como uma eleição convencional (para nós, brasileiros). O único fato curioso é que, em alguns estados, a eleição é chamada de primárias fechadas, isto é, apenas os eleitores filiados a algum partido podem participar. Consequentemente, primárias abertas são o modelo no qual qualquer cidadão pode votar.

O outro processo é o chamado “caucus” (também pode ser aberto ou fechado), onde os eleitores votam em delegados, que, posteriormente, na convenção nacional do partido votarão em um dos candidatos. O detalhe é que o delegado não é obrigado a seguir o candidato do eleitorado, mas, geralmente, seguem sim. Este formato não é, então, um voto direto para os eleitores. E outra observação curiosa é que os votos dos eleitores nos delegados ocorrem num tipo de assembleia, onde ocorre conversa entre os eleitores, de forma que pode ser que um convença o outro a votar em determinado candidato, em detrimento de outro.

Agora sim chegamos à segunda fase, onde será eleito o presidente dos EUA. Novamente, é de forma indireta para o eleitor. No dia das eleições, o eleitorado vota em representantes que votam no seu candidato. Representantes escolhidos, é formado um colégio eleitoral, onde cada representante (cada estado tem sua cota de representantes baseado no tamanho da população) vota no seu candidato a presidente. São 538 representantes nesse ano de 2016, sendo que é necessário ter a metade mais um para se eleger, ou seja, 270 votos. Porém, há mais um detalhe: a maioria dos estados funciona no sistema “the winner takes it all”, quer dizer, se um estado com 20 representantes tiver 12 votos para o candidato A e 8 para o B, o candidato A recebe a totalidade dos votos do estado (20). Então, pode ocorrer de um candidato ter mais votos de representantes, mas perder por conta desse sistema.


Em caso de não obtenção dos 270 votos por nenhum candidato, a decisão vai para a Câmara dos Deputados, cada estado tendo direito a apenas um voto.

Confuso, né?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cotas raciais: justas ou injustas?



E mais uma vez a questão das cotas raciais entrou em pauta no dia-a-dia do brasileiro. Foi aprovado no dia 26 de Abril de 2012, no Superior Tribunal Federal (STF) por unanimidade (10x0) a adoção de políticas de reserva de vagas para garantir o acesso de negros e índios a instituições de ensino superior em todo o território brasileiro. A questão havia sido levantada pelo partido DEM que questionou o sistema de cotas da UnB (Universidade de Brasília).
Esta questão é bem complicada de se tratar por ser de certa forma um tabu, visto que é de praxe ter receio de ser contra e ser tratado como racista. Mas penso que não devemos nos omitir das questões importantes que cerceiam a nossa sociedade. O meu ponto de vista é claro, sou contra a prática da reserva de vagas, as chamadas cotas, para negros. Especificamente para negros, pois concordo com as cotas para índios que, estes sim, possuem difícil acesso a uma educação de qualidade, isto é, quando têm acesso a educação, além de serem os precursores do que hoje chamamos de Brasil, tendo sido espremidos até se tornarem uma grande minoria no país. O índio historicamente foi escravizado, morto e quase extinto do nosso Brasil.
Sou a favor de cotas sociais, porque o pobre dificilmente terá acesso a uma boa educação. O que caracteriza o branco ou mestiço como menos capaz que o negro? A cor da pele influencia no intelecto? Quem disse que todo negro é pobre? Conheço muitos negros integrantes das classes A e B, melhores situados na educação do que muitos brancos, mestiços, ou seja, lá a cor que for. A verdade é que todos somos capacitados, independentes de cor. Eu considero mais preconceito tratar o negro como um pobre coitado que precisa de regalia para poder "ser alguém" do que tratá-lo como igual em relação ao resto da sociedade. Se a maioria dos pobres é negra, então vamos instalar a cota social, porque assim estaremos alcançando a parte realmente afetada, a pobre. A solução mais emergencial é a melhoria do ensino de base, porque ele dará ao pobre, negro, índio, mestiço, branco etc. a possibilidade de competirem em igual condição educacional a vaga para uma universidade. Dizem ser a cota racial uma medida de curto prazo, mas isso dá a chance do não investimento na educação de base com a justificativa de já haver uma maneira de amenizar essa diferença.
Mais uma vez declaro minha opinião de que a reserva de vagas para negros são nada mais que outra forma de racismo, sendo mais enfático, é um "apartheid", onde negros e índios são diferidos por uma suposta capacidade intelectual.
E você, é a favor ou contra? E por quê?

domingo, 7 de agosto de 2011

Mais seguros ou mais vulneráveis?

A campanha pelo desarmamento da população brasileira vem à tona regularmente com propagandas na televisão, sempre mostrando que uma arma pode ser a causa da morte de um inocente. Sei que isso não foi uma imposição, pois houve referendo para saber da aprovação popular, mas me questiono e agora exponho, será que o desarmamento da população nos torna mais seguros ou mais vulneráveis?
Por um lado nos torna mais seguros, posto que a arma possa ser manuseada por uma criança, adolescente ou outra pessoa sem prática e gerar a morte de um inocente, além de prevenir que pessoas estressadas ou raivosas acabem por atirar em alguém por uma simples briga de trânsito ou por diversidade de opiniões.
Por outro lado, o desarmamento nos deixa mais vulneráveis, visto que não há fiscalização e registro das armas que existem, de maneira que se fossem vendidas legalmente, elas teriam registro com todos os dados do portador. Além disso, outro fator negativo é o fato de que estamos nos protegendo de nós mesmos, mas estamos nos tornando vulneráveis aos criminosos, já que eles não vão entregar suas armas. Até seria válido se houvesse o desarmamento dos criminosos, mas isto deveria ocorrer antes ou em paralelo.
Segundo teoria do inglês John Locke, o homem tem direito à propriedade e, em consequência, à defesa desta. Nos EUA, alguns estados permitem o porte de armas baseados nas teorias de John Locke. Pessoalmente, acho esta teoria muito válida.
Em minha opinião, deveria ser permitido o porte de armas, mas de maneira controlada, com registro e só poderia ter porte quem tivesse treinamento para tal. Não possuo arma, mas acho válido tê-la, desde que se tenha treinamento. Não há nada demais em querer se defender, desde que seja realmente para defesa.
E para você, estamos mais seguros ou mais vulneráveis com o desarmamento da população?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Apoio a campanha: filho de político nas escolas públicas!

Acompanhando a campanha que tem circulado nas diversas mídias, abordarei os fatos, as controvérsias e darei minha opinião acerca da pergunta: filho de político deveria estudar em escola pública?
Um projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) está em votação há cerca de quatro anos para que os políticos que eleitos em âmbito federal, estadual ou municipal, obrigatoriamente, matriculem seus filhos em escolas públicas, de maneira a incentivar o investimento deles mesmos no ensino público. Este debate voltou à tona, recentemente, após divulgação pelo Facebook (clique aqui para acessar a campanha).
O debate começa quando de uma suposta inconstitucionalidade, visto que feriria o livre arbítrio, porém Cristovam argumenta muito bem defendendo que só é eleito quem é candidato e só é candidato quem se candidata, portanto é tudo uma questão de opção: ou se candidata e segue as regras do jogo quando eleito, ou se mantém fora da política. Assino embaixo a resposta do senador Cristovam.
E a discussão continua na argumentação dos políticos que vão contra o projeto de que se os seus filhos ocuparem estas vagas, estarão lesando quem não pode pagar por um ensino particular, e por isso se matricula no ensino público. A meu ver, existem escolas suficientes para isso, mas se não houver, que se construam mais escolas, já que estamos na lista dos maiores impostos do mundo, que estes sejam empregados nos serviços públicos, como deveriam ser sempre.
Se os filhos dos políticos sofrerem com os problemas das escolas públicas, eles terão um motivo bem “particular” para investir na educação pública. Por isso, reitero aqui meu apoio à campanha e espero que esta postagem possa ajudar a divulgar ainda mais essa investida! O Brasil carece de pessoas que queiram investir realmente nos serviços públicos, principalmente na educação, até porque isso parece agradar aos políticos que adoram manipular os votos, afinal quando o povo é burro fica mais fácil de manipular as informações e usá-las para eleger-se. Por isso, vamos guardar bem na memória o que o senador Cristovam Buarque está tentando fazer para ajudar ao país. Já que a maioria vê como regra que os políticos são todos ladrões, pelo menos o vejam como exceção, já que toda regra tem.
Para finalizar, visto que este projeto encontra-se há quase quatro anos em votação, se nós, a população, fizermos pressão, podemos conseguir, quem sabe, a aprovação. A educação é talvez o principal meio de se desenvolver o país!
E para vocês, filho de político deveria estudar em escola pública?

quinta-feira, 10 de março de 2011

O verdadeiro Direito Humano

Direitos Humanos. Canso de ouvir isto quando fala-se em matar bandidos. Não podemos matá-los, dizem os defensores dos "oprimidos pela falta de oportunidade e preconceito da sociedade", com a justificativa de que isto violaria os Direitos Humanos destes supostos "cidadãos". Eu sempre questiono se os tais criminosos pensam nos Direitos Humanos na hora de assaltar, violentar, queimar, matar...acho que não, né?
Quando o complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, foi invadido pelas forças policiais e militares, houve uma grande vontade do povo, em geral, para que matassem de uma vez aquele monte de bandidos, mas sempre aparecem esses tais dos Direitos Humanos para atrapalhar e manter esses criminosos vivos. Será que a prisão atinge o objetivo de incluí-los na sociedade? Quando saem da prisão eles se tornam cidadãos comuns? Ou será que voltam para a criminalidade, já que é a única coisa que sabem fazer, salvo raras exceções?
O verdadeiro Direito Humano é violado todos os dias nos povos que possuem governos opressores e ninguém dá a mínima. É justo ter um governo opressor e ditatorial durante mais de 20 anos, que não consegue desenvolver o país e ainda comete atrocidades? É justo querer a mudança de governo no seu país e ser morto por isso? Não há direitos humanos sendo violados aí? Agora, por estar na mídia, até tem havido certa mobilização, certo tipo de revolta, mas durante cerca de 30 anos países foram assim governados, em lugares onde as pessoas mal tinham direito de se expressar, de pensar, de agir livremente. Quase não se via mobilização em prol dos Direitos Humanos para esta sociedade atingida. Imagine-se com 25 anos, sem nunca ter vivenciado, no seu país, a democracia.
Eu não vejo mobilização para defender o direito de se expressar, de pensar, de agir como vejo para os criminosos. O verdadeiro Direito Humano é o de ter liberdade de expressão, esse sim, merece que briguemos por. E os bandidos? Que tenham os mesmos direitos de quem eles mataram.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Será que estamos seguros?

No Brasil, a corrupção infelizmente se faz presente e gera revolta nos cidadãos que gostariam de ser protegidos pelos policiais. As diversas polícias que deveriam proteger o cidadão têm sido cúmplices da criminalidade. Nos últimos dias, tem estado em destaque a corrupção no Rio de Janeiro de alguns policiais civis, inclusive tendo o agora ex-chefe da Polícia Civil como suspeito de receber propina do camelódromo que funciona no Centro da cidade e que possui algumas lojas com produtos pirateados.
A desculpa básica é: “ah, mas eles recebem um salário injusto para a função, porque arriscam a própria vida por um salário não equivalente”. Concordo, porém, para começar, quando se presta concurso já se sabe o salário a ser recebido, portanto não é nenhuma surpresa o salário baixo, isso sem contar que também existem os de alta patente que se corrompem, porém recebem salários altos, colocando a justificativa do salário ralo abaixo. A verdade é que a ambição humana é tamanha que se acha que nunca se ganha o suficiente. Insatisfação com o salário é uma tônica famosa, mas isso não pode justificar a corrupção deles de cada dia. Há de se defender que os salários dos policiais são, em geral, baixos, porém existem muitos trabalhadores que recebem salário mínimo ou menos e nem por isso roubam ou se corrompem.
Para um país que vai sediar as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014, é importante investir em segurança e isso inclui não apenas armamentos mais novos e viaturas com mais tecnologia e eficácia, como também melhores salários para que se possa motivar o policial a trabalhar sem precisar se submeter à propina para sustentar sua família.
Só posso lamentar, pois este escândalo acontece justo quando o povo carioca começava a se sentir mais seguro por conta das UPP's (sobre as UPP's, acessem: http://blogdelta19.blogspot.com/2010/09/policia-comunitaria-e-solucao_30.html ). O policial que se submete a isso se torna cúmplice da violência, da criminalidade e da ilegalidade, e contribui assim, para a sensação de insegurança da população, que fica com a sua confiança atrofiada pela falta de crença na generalidade policial. A corrupção, qualquer uma, mas aqui tratando da do policial, não fere somente a moral e a ética, mas também fere gravemente o caráter do corrupto! A corrupção mancha a sociedade e a alma!
Será mesmo que estamos seguros?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Seja governador e garanta o seu futuro!

Vergonhosamente, a política traz mais um capítulo para o livro das decepções da sociedade. O pagamento de aposentadoria para ex-governadores e até pensão para filhos de ex-governadores, inclusive um do século XIX (este segundo benefício é contemplado apenas em Santa Catarina), do período da República Velha, revoltam uma sociedade que paga impostos para sustentar esse tipo de absurdo.
Com exceção dos estados de Roraima, Amapá, Tocantins, Goiás, São Paulo e Espírito Santo, todos os outros estados brasileiros pagam o benefício à ex-governadores, constando em leis estaduais ou estando estas extintas. Só em Santa Catarina o pagamento à viúvas e à ex-governadores chega aos R$3,1 milhôes por ano. Isto é um ultraje! Ou seja, o povo trabalha para pagar impostos que servem para beneficiar ex-políticos em suas aposentadorias. E ainda digo mais, basta ser ex-governador, ou seja, 4 ou 8 anos e já recebem o benefício. E nós?! Precisamos de 30, 35 anos para conseguir.
O benefício foi extinto para ex-presidentes na Constituição de 1988, porém em alguns estados, leis estaduais garantem esta regalia. O Ministério Público coloca em xeque a legalidade do pagamento de aposentadoria, mas por enquanto isso é tudo.
A lei complementar que daria direito à pensão para filhos de ex-governadores em Santa Catarina seria para filhos com menos de 18 anos ou inválidos, não se enquadrando no caso da filha de 89 anos de um ex-governador, o da República Velha citado no início do texto. Mas há de se dizer que uma pessoa idônea que não quer se beneficiar do trabalho dos outros, não recorreria para receber esta pensão. Por isso eu falo que não adianta cobrar dos políticos se alguns cidadãos são tão ladrões quanto alguns políticos. No final das contas, é só ser governador do estado certo e passar a vida tranquilo.
E você, o que pensa sobre isso?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O mundo precisa de ajuda

Hoje não falarei sobre política, e sim sobre bom senso, cidadania, educação ou seja lá como queira chamar. O que mais será preciso acontecer para as pessoas perceberem o mal que fazem ao mundo poluindo tudo por onde passam? Esta semana eu estava viajando e num passeio pelas Cataratas do Iguaçu, vi uma garrafa de plástico dessas de isotônico boiando no rio. Que bom que a pessoa que dirigia a lancha se aproximou e o co-piloto recolheu a maldita garrafa.
É um absurdo que ainda haja gente ignorante o suficiente para jogar lixo na rua ou em rios, mares ou em qualquer outro lugar que não seja na lata de lixo. Frequentemente, vemos notícias de enchentes e de desastres naturais provocados pela agressão ao meio ambiente. Enchentes, por diversas vezes são causadas por entupimento dos bueiros, ou seja, lixo que foi jogado na rua e entupiu o bueiro que deveria ter só água passando por ele.
A cada ano que passa a temperatura sobe mais um pouco e isso é notável. Além disso, as estações se misturam e não sabemos, às vezes, se estamos mesmo na primavera ou no verão. Tudo isso tem efeito na nossa vida e o mundo caminha para uma auto-destruição, ou melhor, para uma destruição por emboscada dos seres humanos (os porcos ignorantes).
Também acho que falta um pouco de rigor das autoridades. O povo só adere à regras quando toca no bolso, assim como no uso do cinto de segurança que só virou cultura quando passou a haver multa contra quem não o utilizasse; então, por que não multa quem joga lixo no lugar errado? Talvez assim dê certo.
Agora vêm com essa história de vamos para Marte antes que o mundo exploda...faça-me o favor...tomara que não consigamos povoar Marte, porque o planeta que nos foi dado como casa foi a Terra, e nem da nossa casa soubemos cuidar, então não somos dignos de povoar o planeta alheio.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ano Novo, Presidente Novo

No ano que está se encerrando tivemos a disputa presidencial que culminou com a vitória de Dilma Rousseff. Está encerrando assim (pelo menos, por enquanto) um ciclo de 8 anos de presidência de Luis Inácio da Silva, o Lula.
O governo de Lula foi marcado por uma melhora econômica estupenda e isso é noticiado constantemente, mas será que foi só isso? Penso que não.
Lula conseguiu obter uma baixíssima taxa de desemprego, que não se via há dezenas de anos, isto considerando só a taxa e deixando de lado o fato de que a população brasileira cresceu muito nas últimas décadas. Durante o governo dele, muitas pessoas deixaram o desemprego e conseguiram se posicionar no mercado de trabalho, além das que saíram dos empregos sem carteira assinada e passaram a ter carteira assinada, o que faz muita diferença, principalmente levando-se em conta que o INSS destas pessoas passou a ser recolhido e fará diferença no momento de suas aposentadorias.
Outro feito de Luis Inácio foi a mudança de classe social, de maneira que milhares ou milhões de pessoas passaram de uma classe inferior para uma superior, denotando desenvolvimento econômico populacional e não apenas o tão (somente) falado desenvolvimento da economia externa.
A questão energética não foi um problema em seu ciclo, de modo que houve apenas um "apagão" no Brasil no período de 8 anos de mandato.
O tão criticado Bolsa Família foi importante para muitas famílias (tentemos não pensar nas que são desonestas ao aderirem ao programa) e contribuiu para diminuir a fome e a miséria, existindo dados que comprovam este desenvolvimento.
O Brasil ganhou status de potência regional plena, de maneira que consegue administrar bem os problemas na parte sul do continente. O relacionamento do Brasil com países comandados por ditadores pode não ser bem vista, mas é importante para manutenção de comércio e para ser um aliado da paz na tentativa de desarmar estes ditadores. O Brasil nunca foi, em sua história, um país que buscasse a guerra como solução de seus problemas e se manteve assim.
Ao final do mandato de Lula, houve ainda a ajuda militar e moral ao exercício da retomada do poder de importantes favelas cariocas.
Sediamos o Pan-Americano de 2007 com êxito e com elogios internacionais e ganhamos o direito de sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas Mundiais de 2016.
Acredito que os pontos negativos ficaram mais por conta das persistentes falta de estrutura aeroportuária e da educação. Nestes pontos ainda temos muito o que evoluir. Esperamos que os bons programas e as boas ações executadas durante o "ciclo presidencial Lula" sejam mantidas e que sejam desenvolvidos programas para atenuar ou extinguir com os problemas remanescentes. Esperamos que a nova presidente Dilma Rousseff consiga atender à demanda do povo brasileiro.
Concorda ou discorda deste artigo? Faça valer sua opinião!

Obs.: este artigo nada tem a ver com partidarismo ou lulismo, expressa apenas minha opinião e meu desejo de cada vez mais termos um Brasil melhor.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os Tiriricas somos nós!

No último final de semana aconteceu o 1º turno das eleições 2010, cujo resultado foi desastroso. Afora senadores, governadores e presidente - este ainda por ser decidido no 2º turno -, certos deputados eleitos preocupam para os próximos 4 anos do Brasil.

Fiquei abismado ao saber que certas pessoas foram eleitas, como Romário, Bebeto, Tiririca, Garotinho, Clarissa Garotinho, Jean Wyllys, entre outras pérolas. É incrível o quanto o brasileiro em geral é tão imaturo a ponto de usurpar a si mesmo. Não aprendeu que estes votos "de protesto", na verdade, são os votos mais estúpidos possíveis, afinal serão representados nos âmbitos estadual e federal por pessoas sem cunho político pelos próximos 4 anos.

Romário foi jogador e não gostava de treinar, será que ele vai comparecer ao Congresso? Bebeto, ótimo, foi importante para o tetra-campeonato do Brasil, porém quais são os projetos dele para contribuir com a realidade do Rio de Janeiro? Garotinho quase foi preso! Clarissa Garotinho é filha dele - lembrando que a esposa de Garotinho, Rosinha, teve o mandato de prefeita de Campos cassado! Jean Wyllys participou do Big Brother Brasil e não tem nada a ver com política! O Tiririca é simplesmente o maior absurdo dos últimos anos da política no Brasil! Uma pessoa que ironizou o cargo que queria ocupar na política e que suspeita-se ser analfabeto. Isso sem falar nos candidatos que utilizam-se da religião para tentar se candidatar, como o candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Waguinho - aquele que era cantor de pagode -, que estava acompanhado por uma pessoa na propaganda eleitoral que dizia:"Se acredita em Deus, vote em Waguinho!". Absurdo! Lamentável! Lastimável!

Outra coisa, os tais votos em branco ou nulos são justificados por aquela fala padrão:"Vou votar em branco (ou anular meu voto) porque político é tudo ladrão". Na verdade, é falta de interesse em procurar saber os projetos dos candidatos.

No final das contas, nós que queremos um Brasil melhor é que somos os "Tiriricas" do país. Estas mesmas pessoas que protestam com sua ignorância, transformam, cada vez mais, nossa política num palco, onde a intenção é lucrar e não desenvolver!

domingo, 25 de julho de 2010

Guerra a vista?

Nos últimos meses, agravadas pelos últimos dias, tem-se visto diversas divergências tomarem conta do cenário internacional. O que será do futuro?

Começando “pelo início”, nos últimos meses a tensão entre EUA e aliados contra o Irã e suas supostas tentativas de desenvolver armas nucleares foi vastamente noticiada e fez surgir o questionamento da real intenção do Irã, que é acusado de tentar desenvolver as tais armas nucleares, mas afirma veementemente que quer apenas enriquecer urânio visando à produção de energia (esse tema está mais bem desenvolvido em outro post deste blog – clique aqui para vê-lo). Resumindo, o Irã, diante das acusações norte-americanas, assinou um acordo com Brasil e Turquia, no qual o urânio seria enriquecido na Turquia e então enviado de volta ao Irã, de maneira a ter-se o controle do enriquecimento do urânio e consequentemente do suposto desenvolvimento de armas nucleares. Os EUA não aprovaram o acordo e declararam sanções negativas ao Irã.

O segundo ponto de destaque é o velho conhecido problema entre EUA e Coréia do Norte. Os EUA e seus aliados desaprovam as atitudes provocativas da Coréia do Norte e aplicaram sanções negativas a ela, pois gostariam que a Coréia do Norte voltasse às negociações de desnuclearização. A Coréia do Norte é acusada de atacar um navio de guerra sul-coreano, matando 46 marinheiros, mas nega o envolvimento. Os norte-coreanos, por sua vez, ameaçam uma “resposta física” caso os EUA e a Coréia do Sul iniciem as manobras militares planejadas para iniciar na próxima semana nas águas do Mar do Japão.

O terceiro ponto é a questão da independência do Kosovo, numa área extremamente delicada, a da antiga Iugoslávia, palco de diversas carnificinas por conta de questões étnicas. A Sérvia não reconhece a independência, que conta com 34,37% de aprovação pelos países. Os EUA reconhecem. A Sérvia promete criticar a independência do Kosovo.

O quarto ponto é a questão mais atual, que é o rompimento de relações da Venezuela com a Colômbia. Após o presidente que está deixando o poder na Colômbia, Alvaro Uribe, fazer uma acusação de que a Venezuela está abrigando em seu território guerrilheiros das Farc e do ELN (Exército de Libertação Nacional), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, declarou o rompimento de relações com a Colômbia e disse que, de fato, existe a presença das Farc mas não há apoio a elas. O presidente que está prestes a assumir na Colômbia, Juan Manuel Santos, ensaia uma reaproximação com a Venezuela, porém vê o atual governo do país conflitando-se com Chávez. A Venezuela nega as acusações e diz que Uribe é mafioso. Os países sul-americanos, liderados pelo Brasil, preocupam-se com a tensão e já pensam em uma assembléia para resolver os problemas. Como não poderiam faltar, os EUA se metem e, com toda sua parcialidade, declaram apoio à Colômbia. Acertadamente, o Brasil quer tirar os EUA do “jogo”, retirando o problema da OEA (Organização dos Estados Americanos) e passando para a Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

É evidente a onipresença dos EUA em todas as questões, pois, como sempre, têm que dar o seu pitaco. Mas o preocupante é que todas as regiões  estão envolvidas em conflitos: Oriente Médio, Ásia, Europa (que ainda conta com as crises econômicas de Grécia, Portugal e Espanha), Américas, além das guerras civis na África.

Guerra a vista?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Choque de realidade!

Olá, pessoal! Antes de abordar o assunto da postagem, gostaria de dedicar umas palavras para o prêmio que recebi da Luciana Vaz, uma pessoa do site do diHITT, dona do blog Gostos e Desgostos. Muito obrigado pela indicação! Fico feliz em ser reconhecido pelas minhas postagens. O selo do Prêmio Dardos encontra-se no painel à esquerda e é oferecido pelo reconhecimento da criatividade e o valor cultural dos blogs.

Agora, para o assunto da postagem!

Sou morador do Rio de Janeiro, capital, e por aqui existe um programa chamado Choque de Ordem, que supostamente deveria trazer benefícios para o carioca.
Hoje estava no ônibus indo para o trabalho e uma pessoa entrou com uma caixa na mão dizendo que costumava vender cortadores de frutas e legumes nos transportes coletivos, mas teve sua mercadoria apreendida pela polícia. Além disto, o local de onde ele obtinha a mercadoria, pegou fogo tem uns 2 meses e desde então não há mais cortadores lá. Diante disto, ele estava sem dinheiro para pagar sua estadia no lugar onde ele mora, teve que deixar os documentos dele como garantia e irá pegá-los novamente quando conseguir o dinheiro. Como está sem dinheiro, dormiu algumas vezes na rua e teve sua mochila com suas roupas roubadas por moradores de rua. Ele foi avisado que os cortadores estão chegando novamente na loja e precisava de R$14,00 para poder comprar uma dúzia deles.

Refletindo, eu cheguei a seguinte conclusão: que droga de choque de ordem é este que tira o sustento de muitas pessoas só para aparentar que a rua está mais organizada? Acho que o camelô que não vende coisas ilícitas ( pirataria não está incluso nessas coisas, na minha opinião, porque é um absurdo o preço que pagamos por um jogo original de PS2 ou de outro videogame ou até mesmo um CD ou DVD original de música ou filme ) deveria poder continuar com o seu trabalho e sustentar a si e a sua família.

Do jeito que está, a rua está ficando limpa, porém a desigualdade continua. A solução não tem como ser imediata, tem que ser a médio ou longo prazo, tem que se investir em EDUCAÇÃO! A desigualdade continuará se o problema não for sanado!

OS GOVERNANTES PRECISAM DE UM CHOQUE DE REALIDADE!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lembra do ICQ?

Para muitos o MSN é um componente essencial do computador, e para os adolescentes e pré-adolescentes de hoje, ter MSN é fundamental para se manter contato com os colegas de colégio, faculdade, curso, prédio, condomínio...enfim, todos. O que não sabem é que o antecessor do MSN foi o ICQ, programa este, que explicarei agora.

O ICQ era ( este programa ainda existe e pode ser baixado no site do ICQ ) um mensageiro instantâneo extremamente usado na época da famosa "conexão discada", da época em que o bate-papo da UOL estava sempre lotado. Eu, particularmente, fiz parte desta geração que esperava dar meia-noite na sexta-feira e sábado 14:00 ou domingo o dia todo para poder conectar o meu discador do IBest ( usava-se muito o Click21, o IG e outros ), do meu computador Pentium 166mhz com 16MB ( eram 16 MEGABYTES mesmo ) e 4GB de HD, no meu Windows 98 SE, para poder pagar pulso único ( para quem não sabe, caso conectasse fora desses horários pagaria por cada 4 minutos de conexão o valor de uma ligação na época ( acredite, o mundo internético já foi complexo assim ). Enfim, voltando ao ICQ...na época, não tinha como colocar foto, mas hoje já há como fazê-lo, e além disso, o som de quando se recebia uma mensagem era clássico ( ouça clicando aqui ).

Outro fato curioso do ICQ é que, em vez de e-mail como forma de acessá-lo e adicionar contatos, era por número ( Ex.: o meu número é - acredite, minha memória de elefante ainda lembra do número - 174023345 ). E digo mais, as pessoas conseguiam decorar esse número para passar para os colegas. Uma função interessante era a facilidade de procurar contatos pelo mundo. Caso quisesse treinar seu inglês com um americano, inglês ou seja lá quem fosse, poderia facilmente procurar pessoas por nacionalidade e por outros filtros. Tinha como deixar uma mensagem no perfil e deixar dados pessoais como nome completo, idade etc.

Eu, por ter vivido esta época, sinto falta do barulhinho do ICQ e desta época. Eu espero ansiosamente pelo dia em que abandonaremos o MSN e voltaremos ao ICQ. Esta época de bate-papo e ICQ era muito legal. Para os que quiserem acessar seu ICQ sem precisar baixar o programa, basta acessar o link do ICQ2Go e clicar em Launch para acessar o ICQ direto pela Web.

E você, lembra desta época?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bomba na política internacional??

Estou de volta após mais um tempo afastado das postagens. Havia desanimado, mas me animei novamente, principalmente quando vi que tenho um grande número de visitas. Mudei um pouco o layout da página e exclui certos menus desnecessários, mas adicionei o "Alimente os peixes" ( hahahahahha...que besteira... ). Não faço mais faculdade de Marketing e sim de Relações Internacionais e agora não vou mudar mais ( hahahahaha... ).

Agora chega de conversa e vamos para o assunto desta postagem: A polêmica do famigerado programa nuclear iraniano.

Comecemos lembrando que diversos países possuem bombas nucleares ( EUA, Rússia, França, Índia, Reino Unido, China e Paquistão ) e especula-se que Israel tenha. O que é tão questionado pelos EUA é a real finalidade do programa nuclear iraniano, pois acham que a finalidade não é a produção de energia e sim de bombas nucleares. Aliás, este não é um receio exclusivo dos norte-americanos, visto que França, Rússia e outros países também o sentem. Além do perigo óbvio de um país possuir bomba nuclear, estende-se ao fato do Irã encontrar-se numa zona recheada de instabilidade. Teme-se pela possibilidade de uma guerra nuclear naquela região e, evidentemente, de seu alastramento pelo mundo. Esta visão dessa polêmica é a dos países anti programa nuclear iraniano.

Agora analisemos a visão pró. Questiona-se a desconfiança em relação ao programa e afirma-se que visa mesmo a produção de energia atômica. Foi assinado um acordo na última segunda-feira (17/05/2010) entre Brasil, Turquia e Irã que prevê a troca na Turquia de 1.200 kg de urânio levemente enriquecido (3,5%) por 120 kg de combustível enriquecido a 20% disponibilizado pelas grandes potências e destinado ao reator de pesquisas nucleares com finalidades médicas de Teerã. Conforme foi dito pelo premiê turco, Tayyp Erdogan, ao presidente Barack Obama, o assunto ainda não está encerrado, porém já é um passo importante.

Apresentadas as devidas visões, opine sobre a sua.
Você é pró, anti ou tem uma outra visão do assunto?